quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Património

Ainda á tradições que se mantêm





Em Amieira Do Tejo, bem cedo, logo pela manhã, ainda se houve a buzina das carrinhas de venda ambulante que se desloca a esta aldeia.
O povo de Amieira Do Tejo, recebe a visita do padeiro, que trás bolos e pão fresquinho, noutros dias, destinados a esse fim, vem a carrinha do peixe, a muitas outras… numa pequena aldeia como esta, é uma mais-valia a venda de todos estes produtos, pois com uma grande percentagem da população já envelhecida e com fracos recursos, tanto físicos como económicos para se deslocarem até à vila mais próxima, a fim de se aviarem (fazerem as suas compras) a vinda destas carrinhas ao seu encontro, é como ouro sobre azul.
Não têm tudo o que nos oferece uma superfície de venda, mas… já dá para o remedeio. E como é bonito de se ver, e de se ouvir, quem conhece, já sabe distinguir o padeiro do peixeiro, etc. … Apenas pelo toque da buzina.
Na linda aldeia de Amieira, esta é uma das tradições mais antigas que ainda se mantêm, trazendo o comércio até ao povo, e fazendo deste modo um ponto de encontro para que ali reside, e também para que ali se desloca, em períodos de férias e fins-de-semana.
Esperamos então, que esta tradição nunca acabe, que se mantenha viva para servir sempre aqueles que não se podem deslocar para fora da sua área de residência, e esperamos com isto, que não fique para a história, nem seja uma mera lembrança, de que em tempos, já houve venda ambulante!

P.S: Um grande Bem-Haja a todos os vendedores ambulantes, e muito obrigado por manterem viva esta tradição, espero com isto, que a chama nunca se apague.

Ass: Ana Paula Mendes Nunes Da Conceição Horta

Coisas da vida

O tempo que foge de mim…




A cada ano, dia, hora e minuto que passa, sinto que o tempo foge de mim…
Esse tempo que me passa ao lado como um sopro de vento, e me faz sentir que tudo é efémero… sinto o tempo e a vida, fugir-me por entre os dedos.
Estico os meus braços, e abro bem as minhas mãos, contemplo-as… e vejo-as vazias, vazias de tudo, de tudo o que já passei… há… como eu queria segurar em minhas mãos aquilo que mais amo, o que me faz sentir bem, tudo o que me faz feliz… mas não consigo, ninguém consegue!
Como eu gostaria que ele não fugisse de mim, levando com ele toda a minha vida, e tudo o que faz parte dela. Esse tempo que insiste em fugir de mim… quem me dera poder para-lo, segura-lo, e se para isso, tivesse de manter as minhas mãos fechadas, então jamais as abriria, só para que o tempo não me escapasse das mãos, por entre os meus dedos, talvez assim, conseguisse manter tudo o que mais amo.
Bem junto de mim, o que faço com tudo o que guardo no coração, dentro dessa caixinha guardo o que não posso esquecer, nem quero perder! Mas… são apenas memórias, e recordações não palpáveis… e ao pensar assim, sinto uma grande nostalgia, sinto um grande vazio que invade tudo o meu ser, uma tristeza que me parte o coração em pedaços.
É isto que eu sinto… e tudo, porque sinto que o tempo foge de mim, e eu não o consigo parar! E ainda preciso de tanto tempo para viver, dar vida, amar e ser amada, e ter tempo para tudo, e até mesmo para nada, quero apenas ter tempo… e sentir que o tempo não foge de mim, esse tempo, de que tanta gente se queixa, de não ter tempo para nada… esse tempo que passa depressa demais!
Mas, se então assim é, eu vou agarrar esse tempo, irei ser sua cúmplice, e irei viver ao seu ritmo, aproveitando ao máximo todos os dias da minha vida, todos os nascer, e por do sol, as noites de céu estrelado, e até mesmo, as de céu nublado, a melodia dos pássaros a cantar, a água que corre em cada fonte, o sorriso que há em cada criança, o olhar doce, e as palavras meigas em cada velhinho… vou simplesmente, amando, beijando e abraçando todos os que amo, dizendo-lhes, que tenho sempre tempo para eles.
Vou ter tempo, para olhar e tocar as coisas mais belas da vida… desde uma simples pedra, passando por uma frágil flor, até ao ser que está ao meu lado.
E a esse tempo, que teima em fugir de mim, irei fintá-lo, sorrir-lhes, e dizer-lhes, que o tempo para mim, não é o que ele faz comigo, mas sim, o que eu faço com ele!

Ass: Ana Paula Mendes Nunes Da Conceição Horta

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Património

O Barqueiro está de volta





Depois de uma longa espera sem Barqueiro na barca da Amieira eis que ele voltou, finalmente!
A luz que ao fundo do túnel parecia estar a perder o seu brilho, voltou a brilhar com maior intensidade, e a esperança que se havia quase perdida, voltou a fazer sentido!
Amieira do Tejo vai voltar a ser um maior elo de ligação, como já fora Outrora, para quem vai e quem vem de comboio. A desertificação quem muitos já previam que pode-se vir a acontecer, já não faz sentido, pois Amieira tem agora mais um meio de ligação.
E com o Barqueiro, veio uma nova tecnologia, um barco a motor, equipado com uma maior segurança, tudo como manda a lei, deste modo dando uma maior tranquilidade a quem faça a travessia de uma margem para a outra do rio, e até mesmo para quem queira fazer um percurso maior.
O novo barco veio de mansinho deixando para trás o velhinho bote de madeira a remos que muito cumpriu o seu dever, mas embora ultrapassado, jamais o iremos esquecer!

P.S.: Um grande Bem-Haja, e um muito obrigado a todos os que trouxeram de volta o Barqueiro à barca da Amieira, e a maior das sortes ao mesmo.

ASS: Ana Paula Mendes Nunes Da Conceição Horta