sábado, 25 de julho de 2009

Dia dos avós

Aos nossos avós...







São para nós a essência de viver e saber. Foram eles o principio da nossa vida... a vida vinda de uma vida que eles começaram por dar ao mundo. Os nossos avós têm para nós todo o tempo, o tempo que nunca tiveram para os seus filhos, um tempo que agora sobra, e nunca acaba! São os nossos avós, que tem sempre as melhores histórias para contar, são eles que guardam um baú cheio de memórias, memórias de uma vida preenchida de muitos sentimentos uns vazios de tudo e outros cheios de muita alegria, mas mesmo as memórias menos boas são nos contadas a nós "netos" com muita serenidade e um suave sorriso nos lábios, e só os nossos avós o conseguem fazer, talvez pela sua experiência de vida! De uma vida cheia de aventuras, amores, desamores, alegrias e tristezas, uma vida cheia de tudo e muitas vezes sem nada! Os nossos avós são o rosto de quem muito já viveu, aprendeu e também sofreu... e transmitem-nos tudo isto no rosto que envelheceu! Os nossos avós têm muito orgulho em nós, e nunca nos deixam ficar sós, são eles, os pais dos nossos pais, que um dia também avós irão ser! Muitos dos nossos avós, já partiram... estão no céu, e são agora uma estrela a brilhar, mas nós cá estaremos para sempre os recordar!!!
P.S: Em homenagem ao dia dos avós, dedico a todos eles e em especial ao meu querido avô: António De Sena Mendes, que graças a Deus ainda tenho a alegria de o ter entre nós.
Um grande Bem-Haja a todos os avós.
Ana Paula Mendes Nunes Da Conceição Horta

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Poemas

Mãe, porque me abandonas-te?




Porque me abandonas-te... Se eu não te pedi para nascer! Em vez de me amares e procteger, só pensas no teu crer!
E eu, em vez de crer viver... tantas vezes desejo morrer! Sim, morrer, morrer por não ter ao meu lado a pessoa que mais me devia amar, apoiar e amparar em todos os momentos da minha vida, e têm sido tantos os momentos em que tenho precisado de ti!
Mãe, são tantas as vezes que me pergunto porquê?
Porque me abandonas-te? Porquê mãe?
Se todas as crianças tem direito a ter mãe e um lar que lhes dê procteção e tranquilidade, então, eu também tenho esse direito!
Tenho esse direito, e preciso de ti!
E tu mãe, tu tens o dever de me amar e procteger, e lá no fundo sabes que também precisas de mim!
Mãe, diz-me porquê... Porque me abandonas-te? Não sou um objecto insignificante que se deixa para trás, eu pertenço-te! Será que não pensas em mim? Não tens desejo de me abraçar, beijar, tu sabes... Fazer todas as coisas que uma mãe faz a um filho.
Mãe, não é justo que eu tenha de sofrer, quando não te pedi para nascer!
Mãe, só quero ser para ti, aquilo que tu desejas-te, antes de me abandonares... se é que alguma vez me desejas-te...
Quero ser para ti, teu filho, e que tu sejas para mim, a minha única e verdadeira mãe!


*Dedico a todas as crianças, que um dia tiveram a infelicidade de serem abandonadas por quem também um dia lhes deu a vida, sem que alguma razão justifique este acto tão triste e vazio de sentimentos!
Ao dedicar este meu texto a todas estas crianças, falo ao mesmo tempo por elas, e o meu mais profundo desejo, é que todas as mães que practicaram este acto(do abandono de um filho) ponham a mão na consciência, e se lembrem que deixaram para trás alguèm que lhes pertence, e esse alguém está sempre á sua espera, reclamando apenas o que lhe pertence, a sua mãe!


Ana Paula Horta

quarta-feira, 15 de julho de 2009

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Coisas da vida

Tourada de emoções













Foi no passado dia 8 de Setembro, em Amieira do Tejo, na festa em honra da Senhora da Sanguinheira que assisti à tradicional tourada com muita satisfação e uma enorme emoção.Há muito que não assistia a uma tourada assim. Foi lindo. Foi uma tourada de emoções e muita adrenalina à mistura. Em Amieira assistiu-se a um espectáculo digno de se ver, viu-se homens cheios de coragem e muita bravura.Da boca do nosso amigo Jorge Pires ouvi dizer: Até parecia o Campo Pequeno!Parecia, sim senhor, e assim o provaram os amieirenses que nem só no Campo pequeno se faz um bom espectáculo tauromáquico.Em seis vacas, seis foram as pegas concretizadas, pela valente rapaziada de Amieira. Não desfazendo de todos os outros que ajudaram à festa. Foi com um ambiente de música tauromáquica que tudo se desenrolou e que na minha opinião muito ajudou.Entre águas, sumos e cervejas, risos e suspiros tudo se passou e ninguém se magoou.Estão de parabéns os forcados destemidos, bonito espectáculo!Obrigado a todos vós que nos fizeram rir, suspirar e até chorar... Um bem-haja a todos os amieirenses e a todos aqueles que para o ano à Amieira quiserem voltar!

Não há festa sem tourada
E com muita brincadeira
Para o ano prometo voltar
Para a festa de Amieira!


Os forcados de Amieira
Merecem um grande louvor
Agarraram as vacas todas
Com alegria e sem pudor.


Viva a festa brava
Viva Amieira
Viva os forcados
E a Senhora da Sanguinheira!


Dedico a todos os que tornaram possível esta festa. O meu muito obrigado e um grande Bem-Hajam!



Ana Paula Nunes Horta

Coisas da vida


Festa do Senhor dos Passos no Domingo





Mais um ano chegou, e com ele se apróxima mais uma festa (procissão) do Senhor dos Passos.Mas, para grande tristeza minha, ao que parece, a sua casa (Calvário) ainda se encontra igual ao ano anterior...Ou seja, se houve algum melhoramento ou não...não está visível.Tristemente, o monumento do Calvário, ainda se encontra em constante degradação!!!Nem as telas, que tanto frizei...nem o monumento foram restaurados .Afinal,quem de direito,por que esperam? Já se esqueceram deste assunto,que no meu humilde entender, se trata de um assunto urgente...Eu ainda não me esqueci, daí, estar novamente a falar no assunto, e espero também, que todos os amieirenses não estejam esquecidos, bem como todos os cidadãos interessados pelo património, pois só assim todos juntos, seremos uma só vós, fazendo da união uma grande força!Houve quem dissesse, que seria preciso haver um bom mecenas...então, onde está esse bom mecenas, que poderá por um fim a todo este "Calvário"?!!Se realmente existir este mecenas, então, por favor, que apareça, e que deste modo, possa salvar as telas, e o magnífico monumento, ou então que possa dar uma a juda a fazê-lo.
P.S-Aproveito, deste modo, para apelar a todos os amieirenses,residentes,não residentes,bem como a todos os amigos da Amieira,que nos dê-em o prazer da vossa presença,para mais uma procissão dos Passos,que se irá realizar já no próximo dia:29 deste mês de Março.E não se esqueçam,que para a tradição não acabar,só depende de mim,de si,de todos nós!!!O meu muito obrigado, e um grande bem-hája a todos os que irão contribuir com a sua presença.Até à próxima...



Ana Paula Mendes Nunes da Conceição Horta

Coisas da vida

As cegonhas voltaram ao calvário de Amieira do Tejo







Quem pensou que as cegonhas se tinham mudado para outras paragens... então, bem se enganou.É que elas voltaram e pelos vistos em maior número. Decidiram voltar a fazer o ninho no alto da cruz do calvário e eu pude ver com os meus olhos essa pura beleza da natureza, numa recente ida a Amieira.As cegonhas contemplaram-me com uma linda visão do seu planar por cima do Calvário, um pouco envergonhadas e tímidas ao quererem pousar, não sei bem porquê.Parecem não se sentirem bem-vindas, por algo ou alguém, o facto é que, parecem inseguras, mas lá voltaram...É que ao contrário de muitos seres humanos, elas são fiéis aos sítios e às tradições e isso é bonito de se ver!Sem precisarem de ajuda ou de autorização para construírem os seus lares, como assim lhes manda a natureza, são elas que escolhem onde e como querem construir os seus ninhos e tanto lhes dá que o ser humano as queira mudar de lugar ou não, pois são fiéis ao lar que as viu nascer, acabando sempre por voltar.Por isso, não vale a pena quererem mudar os hábitos destas aves tão maternais. Deixemo-las construir os seus avantajados ninhos onde sempre nos habituaram a vê-los e que na minha opinião, são de uma enorme beleza.Já agora, aproveito também para dizer, que não vejo a necessidade dos paus que estão já cada um para seu lado, junto à cruz do Calvário, ao que parece seriam para servir de suporte ao ninho das cegonhas há uns anos atrás, dando agora, apenas, uma imagem inestética, bem como as silvas que também não fazem lá falta nenhuma e vão alastrando cada vez mais, contribuindo dessa forma para um aspecto pouco condizente com um dos edifícios religiosos mais bonitos de Amieira.Quanto às cegonhas, deixemo-las construir os seus ninhos e escolher o seu sítio para viver.Os habitantes de Amieira e todos os que a visitam, podem, agora, ser contemplados por algo de maravilhoso que se vai passando, pelo menos no exterior do Calvário.Termino com o refrão de uma música que será do conhecimento de muitos:

Não façam mal à cegonhaNem ao ninho que ela temPorque um homem quando sonhaSonha em ter filhos também!
Ana Paula Horta

Poemas

Pai...



É aquele que nos dá a vida,

sem pedir nada em troca.

É quem cuida de nós, dando-nos amor e protecção.

É quem nos guia, até termos asas para voar...

Pai, é aquele que deixa de comer para nos dar,é quem se levanta cedo, e vai trabalhar,

para nada nos faltar.

Pai, é quem nos dá um grande sorriso, e um forte abraço.

Pai, é quem brinca connosco, é quem diz sim,

mas que também, diz não!

Pai, é aquele que mesmo não estando presente,

tem sempre o filho , no pensamento, e no coração.

Pai é aquele que nos transmite tanto com o seu olhar...

transmite-nos amor, segurança, alegria...

também, tristezas e preocupações,são tantas as emoções!

Pai, é aquele homem que ri,

que grita, e que também chora!

Pai, é um amor para toda a vida,

é único, amigo e verdadeiro!!!


"Obrigado pai, por existir, e por me ter feito existir também!"P.S-Dedico a todos os pais,e em especial ao meu:Manuel Nunes da Conceição


Ana Paula Mendes Nunes da Conceição Horta

Poemas

TU AÍ VELHINHO!







Tu aí, velhinho, sentado no bando do jardim, sim, tu que estás com ar sereno e ao mesmo tempo cansado e com esse mesmo ar pensativo, de sorriso terno, olhar triste e distante...Diz-me: em que pensas? Não queres dizer? Não faz mal!Olho para ti e, no teu olhar, consigo ver as amarguras da vida. Talvez até possa imaginar o que sentes e o que pensas, pois todos pensam o mesmo quando chegam à tua idade. A idade não perdoa!Tu aí, velhinho, cujo olhar transparece tristeza e saudade, estás agora aí, sentado, a pensar na vida...Pensas no que foste e no que agora és, no que foi a tua vida e, naquilo em que ela se transformou.Viste os filhos crescerem, casarem e, por fim partirem...E agora aí estás tu, velhinho, sentado nesse banco do jardim, sozinho e triste, à espera de veres passar os dias e a pensar no que ficou para trás...Mas não vale a pena, velhinho! Não fiques triste, a vida é mesmo assim....Os anos passam por nós, como um sopro de vento e não há nada a fazer!Lembra-te, que os que hoje são novos, também irão ser velhos e passarão o mesmo que tu. É assim a lei da vida!Ambos sabemos que já foste novo, mas agora és velho e ser velho é sinal de sabedoria!Por isso, velhinho, levanta-te daí, não fiques aí sentado à espera do nada, parado, à mercê do destino, vive o que a vida tem para te dar.Levanta-te pela manhã, vai caminhar e ouvir os pássaros cantar, vai ver as crianças brincar, dá um sorriso a quem por ti passar... e não deixes de contar, a quem te quiser escutar, as histórias da tua vida, pois, só tu, velhinho, tens as melhores histórias para contar!Bem sei que nem sempre é fácil vivermos a vida desta forma, mas, como não somos nós que a podemos idealizar ou mudar, cada um de nós, tem de vivê-la e aceitá-la, conforme ela se apresenta e sorri para nós, seja com um pequeno ou grande sorriso.E lembra-te, velhinho, que é bom ser velho. É bom estar sentado num banco do jardim. É bom conversar com amigos do nosso tempo, beber um copo e jogar às cartas.É bom contar histórias vividas...e, também é bom, chegar à tua idade.E eu digo-te, velhinho, Deus queira que eu chegue à tua idade e tenha tanto como tu tens para contar e ensinar.Por isso, velhinho, levanta-te daí, dá-me um sorriso e não fiques triste!A vida é mesmo assim...Olha para mim, hoje sou nova, mas, amanhã, serei como tu, talvez uma velhinha sentada num banco do jardim!...

Ana Paula Mendes Horta

Poemas

Assim é a minha mãe...








É mulher alentejana

o seu nome é Maria

É mãe de cinco filhos

que são a sua alegria



Os seus olhos são verdes

a sua pele branquinha

Sempre muito coradinha

é o verdadeiro retrato de uma alentejaninha



O seu cabelo está grisalho

vai ficando branquinho

São sinais dos tempos

de quem já percorreu um bom caminho



É divertida,alegre,e brincalhona

mas por vezes...

também um pouco refilona



Fala muito,e muito alto

Áh disso podem crer

Mas acreditem meus amigos

que dela,jamais se irão esquecer



De olhar e sorriso lindo

lá vai seguindo o seu caminho

tem em seu rosto marcado

o que tem sido o seu destino



E é assim a minha mãe

é filha,esposa,mãe,avó

É simplesmente mulher

mas tudo isto numa só


P.S-Com amor,dedico à minha querida mãe: Maria Antónia Estrada Mendes da Conceição



Ana Paula Mendes Nunes da Conceição Horta

domingo, 12 de julho de 2009

Poemas


AMOR DE MÃE


Amor de Mãe,

Sentimento tão puro e verdadeiro

Esse amor que nos ensina a viver

E nos ajuda a crescer!

O amor de Mãe atravessa fronteiras

Vence todas as barreiras!



Amor de Mãe

Esse amor tão grande

Que te faz sorrir, amara e chorar

Mãe

Se tantas vezes me dizes “Não”

É porque tens sempre razão

Se me dizes “Sim”

É por saberes sempreO melhor para mim

Mãe, quando me olhas e sorris

Tens tanto para me dizer

O teu olhar terno e sorriso doce

Transbordam de “Amor de Mãe”

E, acredita Mãe, que me faz tão tem!



Se estou doente e triste

As tuas palavras curam-me as feridas

Os teus beijos e abraços

Atenuam a minha dor

E só tu consegues isso.

Com o teu “Amor de Mãe”

Amor esse tão forte e pioneiro

De entre todos, o primeiro

O maior e melhor do mundo inteiro.



Por tudo isto e muito mais

Já vale a pena viver

Nem que seja só para sentir

O teu amor de mãe.

* Dedico a todas as Mães, às mães biológicas, às mães do coração e em especial à minha querida Mãe.


Ana Paula M. N. Conceição Horta

Poemas

A ti, criança, quero-te dizer...









Quero dizer-te que também já fui criança.
Sim, já fui criança como tu.
Sabes? O que agora és, eu já fui
O que fazes, eu também já fiz.
E acredita: É tão bom, ser criança!
Mas passa tão depressa...
Por isso, criancinha, não tenhas pressa de crescer!


Escuta: Já fui criança, não sou mais
Agora que cresci, tenho apenas essa criança
Que um dia fui, guardada no meu pensamento
Especialmente, no meu coração.
Se brinquei? Claro que sim!
Brinquei tanto, que nem imaginas...
Corri, saltei, fantasiei, inventei!
Fantasias e invenções próprias da idade
E que me faziam sonhar...
E como é bom sonhar! Sonhar com fadas,
Príncipes, dragões e palácios de encantar!
Como eu gostava de fantasiar...


Criança pequena, escuta o que te digo:
Todos os adultos que conheces já foram crianças um dia.
Os teus avós e os teus pais também já o foram.
Agora, és tu; é agora, o teu tempo: o tempo de seres criança!
Aproveita-o bem, sem pressa de crescer, tudo tem o seu tempo!
Sabes, um dia vais lembrar-te destas palavras...
Talvez as vás dizer também a alguma criança
Vais (quem sabe) sentir o que eu hoje sinto
Pois é impossível não sentir...


Fecho os olhos e sinto que o tempo passou tão depressa...
Não sou mais criança!Cresci e sou adulta.
Queria recuar no tempo e voltar a ser aquela criança
Que correu, saltou, criou, inventou e tanto brincou!
Tenho tantas saudades... Mas o tempo não volta atrás
Mantenho viva a criança que já fui, no meu pensamento
E no meu coração.
Por isso, criança, não tenhas pressa de crescer!
Um dia mais tarde, irás ter saudades
De essa criança voltar de novo a ser!

Com todo o amor, dedico a todas as crianças do mundo, homenageando-as no Dia Mundial da Criança (1 de Junho).



Ana Paula MN Conceição Horta

Poemas

A Festa dos passos-Poesia Popular

Pelo segundo ano consecutivo
O Senhor dos Passos saiu à rua
Esta festa só é possível
Com a minha presença e com a sua

Para a tradição não acabar
À Amieira temos de voltar
Para o ano se Deus quiser
Com a presença de todos queremos contar
Os Passos da Amieira
São uma antiga tradição
É uma festa graciosa
Que nos enche a alma e o coração.

Aos senhores padres
O nosso muito obrigado
Pois se não fossem eles
A tradição não tinha continuado.
Um grande Bem-Haja a todos os que marcaram presença em mais uma festa do Senhor dos Passos em Amieira.
Ana Paula Nunes Horta

Património

Amieira do Tejo: Praça mais moderna e mais bonita





Quem hoje se desloca á Amieira, e se dirige ao Castelo, depara-se com a praça Nun´Alvares completamente diferente... uma praça mais moderna, mais bonita!Foi renovada, alterada, modificada, o que é muito bom, pois há que inovar!..Mudar, transformar! Está um sítio acolhedor, onde nos sentimos bem, tanto para quem visita Amieira pela primeira vez bem como para quem até lá se desloca não esquecendo, claro, quem lá reside, e para estes habitantes acredito que esta mudança na praça lhes trouxe uma "lufada" de ar fresco.Pois quem não gosta de uma mudança quando esta é para melhor? E neste caso, para enriquecimento da Terra. Eu, como filha da Terra, não residente, mas, nas muitas idas a Amieira, gostei do que vi, senti a mudança, e senti orgulho na minha Terra, e mais orgulho ainda em quem ou quem foram os autores desta iniciativa, é de louvar actos como este, e desde já dou os meus parabéns a todos os que contribuíram para esta mudança, pois acreditem que é muito bom, muito reconfortante saber e ver que quem de direito vai fazendo pelo crescimento da nossa Terra, para que esta não fique esquecida!NOTA:Quero dizer obrigado a todos os que deram uma mãozinha na transformação da praça Nun´Alvares, e dizer-lhes que todo este trabalho tem um grande Mérito. Agradeço a uma pessoa em especial e esta, sabe quem é, dizendo-lhe que desejo que continue com todo este trabalho, pois todos nós louvamos e agradecemos, mesmo aqueles que dizem que "nunca fazem nada pela nossa Terra", eu acredito que nem sempre é fácil, mas o importante é que se vá tentando, pois é melhor tentar, do que nada fazer!
Ana Paula Mendes Nunes da Conceição Horta

Património

Amieira do Tejo: Já tem casa de Turismo Rural




Foi com grande orgulho e apreço, que recebi a notícia, que na minha terra natal tinha sido inaugurada ,uma casa de turismo rural.Desde já, aproveito para dar os meus parabéns aos autores desta iniciativa, que tenham força, coragem e orgulho, para continuarem sempre em frente.É de louvar este tipo de iniciativas, que possam dar a conhecer, e fazer crescer a nossa terra, a tantos níveis, e deste modo dando orgulho às nossas gentes.Quero dizer que como filha da terra, conheço perfeitamente o local onde se situa a referida casa de turismo, desconhecendo contudo, tanto o interior da casa, bem como da quinta.Embora, presumo que estará um espaço fantástico e acolhedor, confiando no bom gosto das pessoas em questão.Também não posso deixar de dar a minha humilde opinião, acerca de um pequeno pormenor, que é o seguinte:Penso que seria benéfico divulgar um pouco mais a casa de turismo, é que no meu entender está pouco divulgada...Julgo que seria mais acolhedor e informativo, que ao chegar à entrada da vila existisse uma placa a informar que aí se encontra uma casa de turismo rural, e que no percurso até lá houvesse uma placa ou outra a sinalizar o caminho.E digo mais, também mal não faria, que na IP2 onde existe a placa a dizer: Amieira do Tejo, existisse na mesma ou por baixo, ainda uma outra a referênciar que aí se encontra uma casa de turismo rural, isto se assim for possível, pois também não sei muito bem como funcionam certas burocracias!!!Se estiver a errar, então que me desculpem, só estou a tentar dar a minha singela opinião, e tentando ao mesmo tempo simplificar um pouco mais as coisas.No meu entender, seria uma mais valia, tanto para os proprietários, como para todos nós, para o bem da nossa terra.Gostaria de dizer também, que não nos podemos, nem deveríamos esquecer, que são muitos os que não têm, nem nunca certamente irão ter as novas tecnologias da internete, para que possam ter conhecimento de tantas coisas que vão surgindo...e neste caso, apesar de usarmos as novas tecnologias, o que é muito bom, e nos leva muito longe...nunca podemos deixar para trás a antiga informação, e há que divulgá-la de outras formas, que não seja só na internete.Mais uma vez, os meus sinceros parabéns aos proprietários, por toda esta iniciativa.Desejo, que sejam muitos os que procurem a nossa linda terra, que ao fazê-lo, possam usufruir da casa de turismo rural, e a divulguem a amigos, conhecidos, familiares, por aí fóra...Um grande bem-hája aos proprietários, e a todos os que já procuraram este espaço. Obrigado!
Ana Paula Mendes Nunes da Conceição Horta

Património

Património de grande valor em risco de perder-se!



É este o estado em que se encontram as telas do Calvário de Amieira do Tejo…Onde está a sensibilidade da pessoa, ou pessoas de quem de direito, perante um cenário destes?O que estão à espera para por em prática e mandar avançar com o restauro das telas?Será que não lhes toca o estado em que estas se encontram, e que estão em risco de desaparecerem (sem que haja um possível restauro) se nada for feito com a maior urgência?Meus senhores, arte como esta, não se pode deixar morrer, e pensar que nunca existiu… É a nossa história!Já está na hora de se deixarem de tantos estudos, burocracias, e sim, pôr mãos á obra, antes que seja tarde de mais! E tem de ser feito, então que avancem, não esperem mais!!! E se estão à procura que apareça um Bom Mecenas, então que o procurem, falem, divulguem o assunto em questão, pois o Mecenas não aparece do nada…à que ir ao seu encontro, e quem de direito é que tem o poder de seguir com isto para a frente! Sem mais, vou manter a esperança e estou convicta de que algo vai ser feito com a maior brevidade, por quem de direito. E só me resta dizer, como cidadã preocupada e interessada com o que é nosso, neste caso, com o património, apenas posso divulgar e dar conhecimento através das formas que tenho feito, mais não posso fazer, cabe a quem de direito, dar um desfecho com um final feliz a este assunto. Se nada for feito, então só me resta dizer que não irei cruzar os braços!!! Apelo: Se alguém, ao ler este artigo, for portador de algum poder económico, e se queira oferecer como mecenas, e deste modo queira contribuir para o restauro das telas, então deverá dirigir-se ou entrar em contacto pela forma que lhe seja mais conveniente, com a Câmara Municipal de Nisa, e falar com quem de direito, mencionando o assunto em questão.Nós todos agradecemos!!!
*Se alguém conhecer um bom Mecenas, por favor divolgue este artigo para que o nosso património não desapareça!
O meu muito obrigado:
Ana Paula Horta

Património

Procissão do Senhor dos Passos em Amieira







Grande manifestação de fé popularFoi no passado dia 29 de Março de 2009, que o Povo de Amieira, e não só... Puderam mais uma vez, mostrar e por em prática a sua Fé, realizando uma vez mais a tão amada procissão dos Paços.Por volta das 14:30, saía o senhor dos Passos de dentro do Calvário, e lá fomos todos em passos lentos, e por entre rezas ao seu lado. Entre os mais velhos, também lá estavam adolescentes e criancinhas, todos Unidos pela mesma Fé, entre sorrisos e lágrimas, e muitos outros sentimentos, éramos quase que um só... Ali estávamos todos juntos abrilhantando cada um á sua maneira este acto de Fé tão divino.O início desta caminhada, teve a sua primeira paragem na igreja Paroquial, onde se deu a eucaristia, depois desta acabar deu-se novamente o percurso pelas ruas da Amieira, onde se deu todas as paragens habituais.E eis que chegamos á Praça Nun`Álvares onde se dá o encontro do senhor, com a senhora sua mãe, e aí sim, qualquer coração chora... E palavras para quê? Perante uma visão como esta, onde se dá o encontro com a mãe e o filho, diante de uma dor tão Grande, a de ver o seu filho sofrer, e nada poder fazer!Por fim... No meio de toda esta emoção, onde todos os nossos sentimentos ficaram á flor da pele, lá prosseguimos novamente em peregrinação, agora já com o senhor e a sua mãe, numa caminhada que se seguiu até ao Calvário, onde se deu por terminada mais uma procissão dos Passos, e finalmente podemos sentir a alegria de mais um dever cumprido.E a certeza que fica, é que tudo isto só é possível, tanto com a colaboração, bem como a presença de todos.P.S: A todos os que fizeram questão de marcar presença na procissão dos Passos em Amieira Do Tejo, o nosso muito obrigado e um Grande Bem-Hajam!Voltem sempre!!!Ao povo da AmieiraE aqueles que de lá não são...Aqui ficam umas fotografiasPara guardar de recordação!

Ana Paula Mendes Nunes da Conceição Horta
Carta da cidadã amieirense, Ana Paula Horta





Dr. José Nascimento – Director Regional de Cultura do Alentejo“ Venho mais uma vez ao vosso encontro, embora desta para vos abordar sobre o seguinte: qual o porquê do castelo de Amieira do Tejo, o “Castelo Nun´Álvares” se encontra encerrado?Presumo que sois vós a entidade competente para me esclarecer enquanto cidadã sobre este assunto. Se não o forem, então peço desde já as minhas desculpas, agradecendo se assim lhes for possível que me encaminhem ao sítio certo.Partindo do princípio que é convosco, gostaria que me esclarecessem sobre este assunto, como cidadã deste país e filha da terra onde se situa o castelo. Tenho o direito de ser informada e com todo o respeito vós tendes o dever de me informar, como a todos os outros cidadãos, o porquê do castelo se encontrar encerrado.No mês de Novembro de 2007 escrevi um artigo onde falava sobre o castelo estar encerrado. Esse artigo foi publicado no Jornal de Nisa no dia 14 de Novembro.Foi o 2º artigo que fiz a falar sobre o castelo, visto não ser só de agora que este se encontra encerrado. Passando adiante...Neste artigo no Jornal de Nisa dei a ideia para que quem de direito lá fosse ou mandasse colocar uma placa informativa na porta do castelo ou junto ao mesmo, explicando as razões pelo qual as suas portas se encontravam encerradas, a fim de quem o procura ficar esclarecido e não apenas bater com o nariz na porta.É triste ver que nada fazem para nos esclarecer...Não é isto que espero de vós. Estou certa de que sendo vós uma entidade tão competente e conhecida, merecem todo o nosso respeito. Espero também de vós esse mesmo respeito, por mim, como por todos os cidadãos, pedindo-vos, por favor que seja feito algo para que o castelo volte a abrir as suas portas.Mas, enquanto isso não acontece... que seja colocada uma placa informativa sobre o “porquê” do castelo se encontrar encerrado.Sem mais assunto, espero de vós uma resposta muito em breve, agradecendo a vossa paciente atenção e disponibilidade.O meu muito obrigado e um Bem-Haja a todos os que trabalham nessa entidade.”
Ana Paula Horta

Património

E o Poço do Concelho?


“Operação Poço do Concelho”, está em marcha!Foi este o título que me chamou a atenção ao voltar a ler um dos jornalinhos da nossa terra, numa tentativa de matara saudade e voltar a recordar o que já ficou para trás.O jornal tem o nº 163, de Julho de 2005, já lá vão 3 aninhos e até parece que foi ontem, mas não, o tempo é que passa depressa demais e nós quase não damos por ele.Ao ler este artigo constatei que, afinal de contas este tema foi mais um dos “tantos assuntos” que ficaram por concretizar, ou seja, ficou tudo em “águas de bacalhau”.É triste que os assuntos venham à baila, sejam falados e planeados, mas, raramente sejam concretizados.Como amieirense que ama a sua terra, faço um apelo para que voltem a ler novamente o jornal onde se encontra este tema: “Operação Poço do Concelho” está em marcha!Apelo a que desta vez, ao lerem este artigo, o façam de alma e coração, pois só assim lhe darão o verdadeiro valor. Presumo que o tenham bem guardado, pois se seguirem o meu exemplo, têm-no de certeza. Eu guardo, religiosamente, todos os exemplares, para um dia mais tarde recordar.Ao lerem-no vão ficar novamente dentro do assunto e irão saber do que vos estou a falar.Agora, pergunto a quem de direito, a quem tem de dar o primeiro de um longo passo: não acham que devemos levar esta iniciativa para a frente?Se todos contribuirmos com o nosso donativo, por pouco que ele seja, conseguiremos alcançar o muito. Deste modo será possível a reposição do poço do concelho, como já havia dito o senhor Jorge Pires, esse bom homem, cheio de valores morais e humanos, sempre pronto a defender o nosso património.O senhor Jorge pergunta, nesse mesmo jornal, numa carta aberta ao “Povo Amieirense”: Vamos reactivar o Poço do Concelho?Senhor Jorge, eu, Ana Paula Horta, mesmo já passados três anos, quero dizer-lhe que estou consigo e com todos os que queiram levar este projecto avante. Da minha parte, estarei disposta a dar o meu contributo, por mais pequeno que ele seja.Acredito que todos os amieirenses residentes ou não residentes, bem como todos os amigos de Amieira, gostariam de ver esta obra concretizada.Para quem ali nasceu e cresceu bem se lembra da imagem do Poço do Concelho, imagem essa que guardam muito bem na sua memória. Trazê-lo de volta seria quase a construção de um memorial, pois são muitos os que o recordam com saudade.A mim, só me resta dizer: se recordar é viver, então está na hora de recordar o que este poço foi em tempos e todos juntos, unidos, vamos trazê-lo de volta, pois a união faz a força, todos juntos iremos vencer e o Poço do Concelho iremos erguer!O meu, nosso, muito obrigado e esperamos em breve obter alguma resposta por quem de direito. Obrigado

Ana Paula Horta

Património

Telas do cálvario de Amieira em risco




Exmo senhor director do Jornal de Nisa,
Venho por este meio enviar-lhe uma fotocópia da carta que enviei ao Instituto Português de Conservação e Restauro, no dia 6 de Março, não tendo ainda obtido respostas, embora não tenha perdido essa esperança.Sem dúvida que aquelas duas pinturas (telas) do Calvário de Amieira do Tejo merecem ser restauradas, e como a união faz a força, temos de nos unir, não podemos cruzar os braços, nem calar a nossa voz.Só falando e divulgando é que poderemos chegar a algum lado e quem sabe, tocar no coração de quem de direito.Sem mais, agradeço a sua paciente atenção, o meu muito obrigado e um Bem-Haja!




Ana Paula Horta



Carta ao Instituto Português de conservação e Restauro




Exmos senhores,

Venho por este meio dar o meu testemunho e manifestar a minha tristeza em relação a um caso que passo, de seguida, a citar.Sou filha de uma pacata aldeia do Alto Alentejo, chamada Amieira do Tejo, do concelho de Nisa, distrito de Portalegre.É uma aldeia tranquila, onde se respira paz, onde ainda se dá os bons dias a toda a gente, pois tudo se sabe e todos se conhecem.Em Amieira do Tejo, minha terra natal, existe uma igreja chamada Calvário. É linda, fica num ponto alto da aldeia onde é bastante fácil ser contemplada por qualquer um. É de uma verdadeira beleza arquitectónica, embora o seu aspecto interior vá deixando muito a desejar e isto, porquê?No seu interior existem duas pinturas maravilhosas e, quem sabe, única, que infelizmente estão a desaparecer (apagar) aos poucos com o passar dos anos.Não sou entendida no assunto, mas pergunto: será que ainda vão a tempo de serem recuperadas e restauradas?No meu entender, a esta altura penso que ainda há uma luz no fundo do túnel que pode brilhar. Tenho esperança de poder ver aquelas imagens nítidas, de como as via em criança e me deixa tanta saudade. Na altura em que se fazia a procissão do Senhor dos Passos.Meus senhores, dirijo-me a vós num grito de ajuda, como uma pessoa simples e humilde, sem saber se realmente me estou a dirigir ao sítio certo, embora presuma que sim.Não sei se através de vós, alguém de direito e entendido no ramo, poderia ir pessoalmente verificar estas imagens e daí saber qual o caminho a dar-lhes: se, recuperá-las, enquanto à há tempo, ou, então, somente deixá-las morrer!Meus senhores, o povo de Amieira merecia, sem dúvida, que as imagens do seu Calvário fossem recuperadas. Povo humilde e trabalhador que apesar dos fracos estudos e dos poucos conhecimentos que têm, sabem, no fundo, observar e sabem na verdade ver o que é belo, embora a beleza que agora observam nestas pinturas é de uma beleza que se vai apagando pouco a pouco, como um sopro de vento que por ali vai passando, prestes a tornar-se num ciclone, que se não for travado a tempo irá acabar em destruição.Mas não é só o povo de Amieira que merece a restauração das pinturas do Calvário, mas sim todos nós, ele pertence-nos a todos. Os monumentos fazem parte das nossas vidas, da nossa história e no fundo, contam um pouco da nossa origem e nós não podemos deixar que ela se apague.

Como filha desta terra, Amieira do Tejo, gostaria muito que das próximas vezes que lá fosse e que numa das minhas idas ao Calvário para rezar, os meus olhos pudessem ver que algo já está diferente e que ao olhar para as pessoas que também o visitam, saíssem de lá satisfeitas com o que viam.Caros senhores, este monumento existe e como tal merece que as suas duas pinturas interiores sejam restauradas, recuperadas e estou certa de que sendo vós uma entidade competente e sempre disponível para ajudar e encontrar solução para este tipo de problema, também irão dar encaminhamento a estas duas pinturas do Calvário de Amieira do Tejo.Se for possível agradecia que me dessem uma resposta, seja ela qual for. Sem mais agradeço a vossa paciente atenção. Os meus sinceros cumprimentos e um Bem-Haja a todos os que fazem parte dessa entidade. Obrigado.

Ana Paula Horta



sexta-feira, 10 de julho de 2009

Património

Castelo de Amieira do Tejo: A maravilha esquecida!



Do alto da Igreja do Calvário, avisto lá ao fundo, na Praça Nun´Álvares, o castelo.Que lindo que é o castelo da minha terra, o castelo de Amieira do Tejo.É de uma beleza inconfundível e fica ainda mais belo ao nascer e ao pôr-do-sol.Ao contemplá-lo, apetece-me dizer que poderia bem ter sido uma das 7 Maravilhas... Mas não foi! E não foi porque está esquecido, está encerrado!Há algum tempo atrás quando soube por populares que o castelo estava encerrado para obras não dei grande importância ao assunto, pois julguei que quem de direito iria ser breve, iria, certamente, dar os passos que deveriam ser dados e que pusesse mãos à obra, mas... isso não aconteceu e já lá vai um ano, sem que nada fosse feito, simplesmente à espera de nada!E eu pergunto: Como é isto possível? Fechar as portas de um monumento destes que é o cartão de visita de uma terra, o maior ponto de referência de Amieira do Tejo.Estou indignada, mais uma vez!Quero referir aqui que há pouco tempo vi-me no dever de cidadã que ama a sua terra natal, a fazer uma carta ao Instituto Português de Conservação e Restauro sobre o que se está a passar com as duas pinturas interiores do Calvário de Amieira do Tejo, assunto que deve ser do conhecimento de muita gente, e que assim seja, pois quanto mais gente souber, melhor.Isso, agora, não interessa nada, é outro assunto, de facto. Mas quero dizer que cá estou eu, mais uma vez, para defender aquilo que é nosso e daí fazer chegar a minha voz e, quem sabe, tocar no coração de alguém que como eu, tenha orgulho em Portugal e em ser Português!Mais uma vez digo: está na hora de descruzar os braços, dar as volta que têm de ser dadas, deixarem-se de tantas burocracias... com um pouco de boa vontade e trabalho penso que nada é difícil, tudo tem uma solução: tem é que ser encontrada!Tudo dá trabalho, bem sei, mas mais trabalho dará se nada for feito a tempo e horas.Dizem que não há verbas! Como não há verbas? Para onde vai tanto dinheiro? Nunca sabemos... Quando ele é preciso, nunca aparece!E que obras tão precisas são essas que levam ao encerramento do castelo? Se bem me lembro, foram feitas obras há 6 anos atrás onde foram gastos 200 mil contos, valor esse que está publicado no jornal de Amieira (nº 167 – Março de 2007).Basta! Abram as portas do castelo aos visitantes. Dêem-lhe vida. Deixem-nos sonhar e imaginar com as lendas e histórias que ele tem para nos contar.A quem de direito, me dirijo em meu nome, em nome do povo da Amieira e de tantos outros vos peço: abram as portas do castelo, mostrem que fazem algo pelo que é nosso, dêem-nos orgulho das nossas terras, das nossas gentes e, sobretudo, do nosso país.Queremos ser falados pela positiva, tanto no nosso lindo Portugal, como lá fora. Mostrem que “O que é Nacional é Bom!”Não sei a quem me estou a dirigir, mas alguém vai pôr a mão na consciência e vai, com certeza, disponibilizar-se para fazer o que tem de ser feito e eu estou confiante disso e tenho uma grande esperança de que muito em breve as portas do belo castelo de Amieira do Tejo irão abrir-se.O meu muito obrigado!

Ana Paula MN da Conceição Horta

Património

Ainda as festas da senhora da Sanguinheira



Castelo Nun´Álvares no seu esplendorAo chegar a Amieira no dia 7 de Setembro à noite, para mais uma festa em honra de Nossa Senhora da Sanguinheira fui contemplada com uma vista maravilhosa que me deixou perplexa e deslumbrada. Avisto lá ao fundo o castelo e só consigo dizer: - Olhem, o castelo está iluminado, está lindo!Quis parar e assim o fiz, ao pé do eucalipto grande, esse eucalipto que todos bem conhecem. Fiquei ali largos instantes, a contemplar o castelo pois a vista dali era magnífica. Só conseguia dizer: - Está lindo! Lindo!Ao longe parecia uma tela suspensa no ar... Que lindo estava o castelo todo iluminado, estava no máximo do seu esplendor.Quis dirigir-me de imediato ao castelo, para vê-lo de mais perto e qual não foi o meu espanto ao ver que a festa estava a decorrer no seu interior.Só disse: Meu Deus, que espectáculo!O castelo tomara vida, e que vida. No meio de tanta alegria, havia gente a cantar e a dançar, crianças a correr e a saltar. Que grande felicidade no rosto de todos os presentes.Entre copos e petiscos, farturas, algodão doce, pipocas e boa música havia encontros de quem há muito não se via e ali matavam a saudade.Faziam-se novas amizades e quem sabe... tenham nascido novas paixões dentro dessa beleza medieval que é o castelo Nun´Álvares.E ali estava eu, impávida e serena a assistir a tudo o que se ia passando em meu redor e a tudo o que a minha vista pudesse alcançar. E que mais posso dizer?Vi e senti que o castelo estava esplendoroso, e com um enorme orgulho e o coração a transbordar de alegria, pude constatar com os meus próprios olhos que, afinal, esta maravilha que é o castelo não está esquecida.

Ana Paula Nunes Horta

Património

Castelo de Nun´Álvares, ainda de portas encerradas


Cá estou eu mais uma vez, visto não ser a primeira, para mostrar a minha profunda indignação e tristeza em relação ao castelo de Amieira do Tejo ainda se encontrar encerrado. Pois é...Soube há dias atrás, através de fonte residente em Amieira de tal facto, que eu já julgava estar resolvido, mas não!A verdade é que o castelo se encontra de portas fechadas aos visitantes que se dirigem até ele para o visitarem, mas, infelizmente, batem como o nariz na porta.Quem pergunta e se informa do “porquê” do castelo se encontrar encerrado não é esclarecido, mas tem a sorte de ser encaminhado ao posto de turismo a fim de concretizarem o seu objectivo. Mas, outros tantos ficam-se pelo caminho...Aos visitantes mais contidos e envergonhados, que se remetem ao silêncio e não se informam apenas resta a desilusão e tempo perdido, simplesmente dão de caras com uma enorme porta fechada.Ao que parece, a senhora que trabalha no centro de turismo possui a chave do castelo, estando autorizada a abrir as portas do mesmo, não sendo obrigada a fazê-lo, mas, possuidora de enorme boa vontade, amavelmente se disponibiliza a abrir as portas do castelo, a quem o pretende visitar, embora apenas possam entrar até ao pátio, para poderem ver um pouco mais do que vêem do lado de fora.Mas, se assim é e se assim tem de ser, a entidade responsável devia colocar uma informação na porta do castelo, informando os visitantes aonde se podem dirigir a fim de poderem visitá-lo, tanto mais que há disponibilidade para abrir as portas do monumento.Chamo a atenção de quem de direito, de que está na altura de nós, cidadãos, sermos informados sobre as razões por que o castelo está encerrado. Temos esse direito e alguém tem o dever de nos informar.Não deveria ter o castelo, alguém, permanente, para uma melhor recepção e acompanhamento a quem ali se dirige para o visitar, como outrora já teve?Com o castelo de portas encerradas não se contam histórias, não se aprende, não se divulgam as nossas terras, as nossas gentes. Nada, nem ninguém evolui!...Despeço-me, confiante de que irá ser tomada a atitude certa e aproveito para deixar um grande bem-haja à senhora que trabalha no centro de turismo, em nome de todos os amieirenses residentes e ausentes. O meu muito Obrigado.

Ana Paula Horta