domingo, 1 de maio de 2011


A ti mãe…

A ti mãe, quero agradecer todos os dias da minha vida

Pois é graças a ti que hoje sou alguém!

Sou a semente que um dia lançaste ao mundo

Desabrochei para a vida, cresci e dei frutos

Frutos que também destes um dia…

Hoje sei e sinto o que sentistes por mim quando eu nasci

E ao veres-me crescer!

Consigo sentir e viver

Todas as angústias e tristezas que passastes para me criar,

Mas também não esqueço que as alegrias que te dei

Foram superiores a tudo o resto.

Valorizo e agradeço as noites perdidas que passastes ao meu lado

As preocupações que passastes durante o meu crescimento,

A dor que sentistes quando chegou o dia em que ganhei assas e voei…

Mas acredita querida mãe que podes sempre contar comigo,

Como eu tenho a certeza que também estás sempre pronta para me receber,

Aconselhar, ajudar e abraçar,

Dando-me aquele abraço que só uma mãe consegue dar a um filho,

Abraço esse que me faz sentir tão bem e me dá forças para viver!

Hoje partilho contigo e dou valor,

Aos dias que passavas a trabalhar fora de casa

Desde que o sol nascia até o mesmo se por para que nada me falta-se.

Muitas vezes senti a tua falta,

Sentia que fazias falta ao meu lado,

Mas hoje sei que muitas das tuas ausências

Eram por ti feitas com muito sofrimento ,

Mas tudo isto era para que nada me faltasse,

E para que o pão estivesse sempre na mesa.

Na altura não dava valor,

Ou simplesmente não compreendia…

Mas, hoje sei que tudo isso fazia parte de ser mãe,

Pois é o que hoje sei, vivo e sinto,

Sinto que no dia-a-dia se tem de fazer os impossíveis pelos filhos,

É o que eu faço e que tu já fizestes também!

E é por tudo isto e muito mais,

Que te agradeço minha querida,

Por seres mãe e me teres feito ser mãe a mim também!

Pois não há amor maior do que o amor de mãe!

P.S.: Dedico estas palavras à minha querida mãe Maria Antónia Da Conceição e a todas as mães que sabem viver este sentimento que ultrapassa todas as barreiras: o de ser e saber ser mãe!

Ana Paula Mendes Nunes Da Conceição Horta

quarta-feira, 13 de abril de 2011



Peça de teatro “A Aia” de: Eça de Queirós

Foi no passado dia 7 de Abril de 2011 que por volta das 18:30h. os alunos do 9ºD da escola EB 2,3 Matilde Rosa Araújo nos contemplaram a nós pais e a todos os que fizeram questão de ali estar presentes, a peça de te

atro: “A Aia” de Eça De Queirós, a qual foi organizada e ensaiada pelas professoras Dina Pécurto de Língua Portuguesa e Cristina Simões de Francês. Depois de um trabalho exaustivo por parte das mesmas e respectiva turma, o resultado não podia ser melhor, pois proporcionaram-nos a nós presentes momentos de puro prazer, paixão e emoção quanto às cenas que pudemos

sentir e vislumbrar.

Da parte dos alunos que ali se encontravam a encenar pudemos ver e sentir que havia ali uma grande entrega e profissionalismo, mostraram que são munidos de grande talento e qui´ça venham a nascer dali grandes actores.

São capazes de nos surpreender, e acima de tudo marcar a diferença, e serem cidadãos futuros com muito para nos dar e mostrar… precisam apenas que os ajudem, apoiem e amem, mas acima de tudo que os valorizem e

acreditem neles.

Foi o que pude comprovar neste dia em que assisti a esta peça, não só pelo facto de a minha filha ali estar a contracenar mas também por todos os alunos que ali se encontravam, e o que senti foi um grande orgulho por todos aqueles adolescentes bem como para com as professoras, pois estas têm um grande valor nas nossas vidas e nas dos nossos filhos, e creio que este momento vai ficar para sempre guardado na vid

a deles.

Face ao que nos mostraram durante o decorrer da peça foi uma grande entrega e amor à camisola, pois tudo se desenrolou em clima de grande profissionalismo, onde não existiram nem pausas nem enganos, e tudo isto só mostra a grande dedicação e empenho que houve da parte das professoras e dos alunos.

Esta peça por estes alunos realizada foi para mim mãe, um grande exemplo

vindo da parte dos mesmos e só mostra que os nossos filhos, os nossos adolescentes não são e não poderão ser apelidados de “Geração Rasca” como se diz por ai… pois têm muito para nos dar, precisam sim, é de uma atenção, apoio e valorização pessoal por parte dos pais e familiares, pois somos nós o grande suporte para as suas vidas, o que muitos deles precisam para que não se percam no caminho e na construção de um futuro risonho é apenas de um apoio e amor imensurável por parte dos pais, amigos e claro dos professores

que são também um grande apoio nas suas vidas e são eles ( os professores) que no fundo fazem deles os futuros cidadãos capazes de construir um futuro melhor, mas acreditem que os pais terão de ser os primeiros a acreditar, apoiar e acompanha-los ao longo das suas vidas, nunca esquecendo que o percurso escolar não só faz parte do aluno como também de nós pais, para que eles não se sintam sozinhos.

E só ai, nós pais, professores, amigos e todos os que rodeiam os nossos adolescentes a quem chamam de “Geração rasca” poderemos comprovar completamente o contrário… pois eles são capazes de muito mais…

Por fim, por tão bons momentos que nos proporcionaram com esta peça, quero agradecer em meu nome, em nome de todos os pais, de todos os presentes e em nome de todos os alunos finalistas, bem como todos os outros, o nosso muito obrigado e um grande bem-haja a todo o pessoal administrativo da escola “ Matilde Rosa Araújo”, aos funcionários , professores, a quem maquilhou e arranjou as roupas, a quem ajudou

na montagem do cenário e principalmente às duas professoras de quem partiu esta iniciativa, à professora de língua portuguesa Dina Pécurto e à professora de Francês Cristina Simões.

Um grande Bem-Haja a todos por tão grande entrega e empenho, continuem!

P.s.: Com tudo isto só provam que os g

randes artistas sempre existiram e continuam a existir!

(Todo o elenco da peça “A Aia” de Eça De Queirós)

Ana Paula Horta (Mãe da aluna Joana Horta que fez o papel de Eça Queirós)

Património


Procissão dos Passos em Amieira Do Tejo

Eis que mais um ano passou… e ai estamos nós à beira de mais uma das mais esperadas

tradições da nossa Terra, a procissão dos Passos.

Este ano fiquei encantada com a noticia que obtive através de fonte a qual não vou divulgar o nome, pois de pouco interessa… foi por volta do meio de Março que me foi dito que em principio este ano a Procissão se iria realizar os dois dias e por completo.

Fiquei extasiada, contente e perplexa perante o que ouvira, fiquei no fundo muito contente, mas infelizmente tudo se desvaneceu… lembro-me de ter dito ao receber a notícia: - Finalmente!!! Mas… no fim do mês de Março recebi a notícia à qual me fora dito que afinal iria ser só um dia como tivera sido até aqui desde que recomeçara.

Fiquei completamente desacreditada com tudo, e o encantamento que sentira ao principio desvanecia-se no ar… não sei de onde nem de quem partiu esta recusa mas se realmente no meio de tudo isto existem culpados se assim se puder dizer então esses como se diz na gíria: “Que enfiem a carapuça”.

E que me desculpem, mas não posso deixar de dizer o que penso, embora, contudo quero deixar claro que mais vale pouco, que nada!

Passo a citar: Até que ponto, como, quem e porquê querem acabar com tradições tão antigas? Ignorando simplesmente que as tradições religiosas jamais existiram… estando deste modo a fazer com que cada vez mais cidadãos deixem de participar nestas celebrações religiosas, fazendo com que os mesmos aos poucos deixem de estar presentes, chegando em muitas das vezes a abandonar a própria igreja.

Será isto, estes exemplos, a nossa religião? Vemo-nos obrigados a perder momentos de pureza, amor, e encontro com Deus, em que muitas das vezes só nestes actos religiosos conseguimos alcançar a esperança perdida, e até mesmo só nestas alturas consegue haver uma maior proximidade entre famílias, ao qual não acontece durante um ano inteiro… e são tantos os sentimentos… entre beijos, abraços, encontros e reencontros, risos e lágrimas (muitas delas de saudade) o sentimento que aqui reina é apenas um, amor ao próximo e a Deus, e nestes actos o que consigo sentir e dizer é que todos, somos apenas um só… é algo de inexplicável!

E contudo isto, pergunto: -Para quê tanta Burocracia? Será que o desejo e a vontade de um povo não conta?

Quem poderá ser a voz do povo, para ir até onde for preciso para manter vivas as nossas tradições religiosas, tão antigas, simbólicas e valiosas, tradições que os nossos antepassados começaram e tão carinhosamente nos deixaram.

A quem de direito, às entidades competentes e a todos os que se vêem envolvidos nesta celebração religiosa, em meu nome e em nome do povo quero deixar um apelo sentido: -Por favor, tocando no coração de quem ama, sente e acredita que tudo é possível, para isso havendo um pouco de vontade, peço-vos que descruzem os braços e façam o que for preciso para que a “nossa” amada procissão dos Passos seja feita do principio ao fim, com toda a sua grandeza e verdadeira história, como fora conhecida à muitos anos atrás.

Não deixem que esta tradição acabe! Tenho plena consciência que este ano já não é possível, mas… ao menos dêem-nos uma esperança de que para o ano seja diferente… e que o que se perdeu volte a ser encontrado e reconquistado!

Sem mais, quero aqui deixar o meu muito obrigado a todas as entidades que aqui possam estar envolvidas, e outros mais, ficando com a certeza de que algo vai ser feito da parte de quem de direito para trazer de volta esta tradição religiosa com toda a sua grandiosidade, não a deixando voltar a acabar, ou simplesmente mais uma vez… morrer aos poucos!

Termino, deixando cumprimentos para todos os Amieirenses e amigos da “nossa” linda e histórica Amieira Do Tejo.

P.S.: Este ano, por muita pena minha, não vou poder estar presente por motivos pessoais e profissionais, mas eu serei apenas uma gota no oceano no meio de todos os que aí irão estar presentes, mas esse dia ira estar com toda a certeza dentro do meu pensamento e do meu coração e para o ano se Deus quiser aí estarei presente, nessa que é “nossa” tão amada entre outras procissões.

Até Breve!

Ana Paula Mendes Nunes Da Conceição Horta